BEM-VINDO

Foz da Paz

Um dia Pryscilla me disse:
Imagine que uma borboleta precisa voar,
não pode estar presa num calabouço,
onde não possa borboletear,
onde calem suas asas,
onde cerrem sua boca;

Imagine que uma borboleta precisa voar,
para viver,
não onde cerrem suas asas
não onde calem sua boca.

A paz custamos buscar todavida aparentemente,
nos esquecendo que a Paz vem a nós,
constantemente,

como ainda mesmas borboletas que chegam
ao jardim qual preparamos a vinda das borboletas,
a Paz vem às borboletas,
a Paz chega para aquelas que livres estiverem,
ao mesmo tempo bem cuidadas e nunca sozinhas,
raras belas borboletas do nosso planeta.

Não há maior Paz que um par de borboletas
passando, a nós a paz a encontrar, miro tal,
e logo passa a encontrar-nos,
a tão sonhada Paz.

Se cuidam dos pares de pazes carregadas por borboletas,
ou qualquer coisa que haja nesse mundo,
e são livres cada uma das borboletas de Paz,
em pares, seja lá isso ou qualquer coisa deste planeta.

Donde nasce a Paz, moça ou rapaz,
disso nunca se esqueçam.

.:G.:C 2012

Venceremo

Quando teus sonhos
por um fio estiverem

pelo fio cibernético
que transmite a gravíssima
estupidez entre as mentes
não propague, diga não

quando teus sonhos
pelo fio da navalha
do frio metal que corta, o pontiagudo medo
quando teus sonhos
aparentarem terminar quando de realizados
ainda fosse cedo

diga sim a peleja,
acaricie os finos fios
dos cabelos do desapego
não confunda teus sonhos com teus desejos
teus desejos podem ser delírios,
frente da vida o vero enredo,

mas teus sonhos
por estes batalhe à fio, mas MESMO
pois teus sonhos são o motivo
que teu espírito veio nascer neste teu corpo,
são o começo o meio o fim, teu endereço

toda dor vem do desejo
e esta derrota não temo, aliás almejo
arme-se de saber que teus sonhos,
são como a pseudomúsica de um realejo
uma canção distante,
mimetizando uma orquestra pulsante

lembre que teus sonhos são o motivo
do por quê tu veio a nascer e ser,
si mesmo.

Venceremo.

Really

A Lua se despe, toda nua
toda nua para o poeta serelepe
parece que nada teme
parece que nada deve

Da tua roupa, que bem te serve
veja que o poeta a enxerga mais nua
além ainda da cobertura desta tua veste.

Sobre teu traje, quero despí-la junto
quero me despir contigo
deixo a Lua promíscua altaneira
amante de tudo e todos tão amada
que sempre mingua
e regressa faceira, inda idolatrada

Quando os americanos chegaram a Lua
bem depois da nau de Nazca
viram que a Lua de perto
emanava uma rocha fria, descalça

Tua beleza, que não é falsa
teu luar, tem a luz com maior graça
maior que a do satélite,
porém terno belo e transparente
como se a força do Sol contente
não ferisse ao olhar diretamente.

Quero despí-la junto
de perto, só as metáforas e as fábulas
são rocha fria e pura, pois são farsa
nós humanos, bichos de perfeição crua
tão crua que somos mesmo feitos de carne
mas por trás do véu da nossa carne
jaz simplesmente, a Verdade.

Eu te olho diretamente e vislumbro
que somos Realidade.

Te amo.

ADONIS

http://youtu.be/yNT_KcwFXA4

Eis minha fatidica mensagem
para todos os companheiros
nesta existência
que lutam

POIS LUTEM!

Lutem enquanto ainda não houver mais forças
lutem para se reerguer diante da derrota
da dor, do erro e da discórdia

POIS LUTEM!

Lutem até o romper da aurora
rompam a aurora junto com o dia
e lutem da sobriedade à bohemia

POIS LUTEM!

Lutem quando tudo estiver perdido
lutem pois lutamos sim, amigo
lutem pois nossa luta é labuta

POIS LUTEM!

Lutem pois a batalha é pela Liberdade
pela construção da mais bela cidade
lutem pois nossa conquista
é a da emancipação
lutem, pois não guerreamos
trabalhamos trabalhamos enquanto irmãos

LUTE! Tu carregas a Luz
LUTE! Levante-se, é teu dever
escapar da masmorra
LUTE! Precisamos de ti, de todos
precisamos de toda coisa boa.

Show

Ela me disse que temos uma lista inteira de filmes pra assistir ;)
temos um script gigante pra encenar também, Milady --
pois --

quando teus cabelos ruivos surgiram na minha vida
a cortina vermelha do teatro se abriu, a vida
que se tornou um palco na qual a protagonista
chega num tapete vermelho, linda
de cabelos vermelhos
raiando nesse picadeiro
desse poeteiro
nem creio
só vivo agora por inteiro.

Burning Violin

Finally,
the beauty
of a burning violin.

Now lyrics,
my scars,
vanishing at last
with her lullaby
by my head at night
I wonder if
I could burn another rhime.

There will be plenty of time
to give you back your cigarrette lighter,
that I gave on the road to a beggar
who asked me for a smoke.
There will be plenty of time
for me to explain that my heart was not stolen
He was like a person living on the street
now within you he's got a home, ain't broken.

You are the beauty
of a burning violin.

Teu cabelo

Querida, escrevi simplesmente
porque Te voglio bene
ma Querida, tanto bene
que cá quando contigo,
tô tipo, frente-a-frente
é primavera dos povos
em todo meu sangue.
que é um tanto
ma tanto tanto
Todo vermelho
que torna-se
Bá, todo
teu;

meu próprio sangue.

Uma crua cura --für Daphne

UMA CRUA CURA
--------------------->für Daphne
Que te curaria
dos placebos da medicina
Quem diria,
que estava enferma
Como eu te levaria
pra enfermaria?

Como saberia a cura
como curaria a crua
doença dos homens,
das meninas,
das crianças,
dos bichos, das plantas.

Eu sei que não há cura Universal
para toda pequena grande média
atrocidade terrena, mundana
mas de laço atado ao meu Mundão
nosso Universo nossa imensidão
é que tomemos na Real a rédea
pois a única cura geral pra geléia de nossas vidinha...
é a pura e crua, nua Poesia!

Te voglio bene. Amén.

(für Daphne "Louise" <3 Sigulem)

Pra quê pegar pesado?

Pra quê pegar pesado?

Praquê opor o Sol & a Lua, ai.
Se já moram os dois
no mesmo mundão infinito do céu,
se participam do mesmo horizonte,
da ciranda do Pai,
nosso divino & fantástico anel;

Se ela mesma, da estirpe das fadas
que carregam na fronte o luar,
É, moça, tá em sua pele branquinha,
de lisura lírica,
já se pedindo para se desmistificar.

Um tempero extravazando especiaria estelar,
emanando pitadas do próprio Mar,
imantada por um eclipse salgado
mas como mel, doce como mel
orna em torno da cachola,
fios sinceramente belos --
sinceros como um cordel.

São cabelos de fogo, é o rubro
arde acalentando tal frescor daquela brisa
de uma bonita manhã
como quando eu era criança, e não queria ir à escola
como aquela manhã tão fina que me descubro
uma criança que quer ir à escola
e nem era pra jogar bola
era que o dia estava tão lindo
que nem o medo nem a tristeza mais amola.

:. G.C.

Minha pena surta

Por quê os Reis devem ser temidos?
Por quê as Rainhas, admiradas?
Por quê as princesas, mimadas,
e os príncipes, pajeados?

Por quê os poetas devem versar
pelas respostas, se a Poesia
é a própria pergunta
se a Vida,
é a Refazenda da coisatodajunta!

Tenho como mote profundo
nestes versos para Raffa,
que ao reinar sobre mim,
merece sim todos os mimos,
pois astuta,
ama esta Vida --

Viver enquanto resposta,
renascendo enquanto pergunta.

Ah, é tão bom, que minha pena simplesmente surta.

Coringa (Le Fou)

Você, sendo como carta qualquer
do baralho, ou,
como todas as peças do xadrez,
todo são e estratégico,
quadrado e em si
cartesianamente fechado;

Você, sendo carta qualquer
saiba que o Coringa um dia pertenceu ao xadrez,
jogo são e quadriculado
como a toalha de mesa de uma cantina
uma taverna pelas retinas de Chaplin.

Uma carta qualquer,
ri da desgraça do Coringa palhaço,
enquanto ele chora
enquanto ele sangra sua piada.

Trunfo já foi e sempre será
para os Reis, prezado Coringa,
e aos mesmos, uma ameaça continuará sendo,
qualquer Coringa desgarrado;

A verdade é que o Coringa é livre
o Coringa é a carta sem naipe
sua loucura o livra das castas
das estirpes
do chão ladrilhado do palácio
ao caos & lama donde pisa seus passos
seus guizos barulhentos
sua sapatilha multicolorida
colorida pelas retinas de um gênio
de digna extravagância como Chaplin.

Preso às loucuras mais sórdidas
mais tontas, mais hilárias
me parece ser livre, me parece feliz
me soa estar sempre acompanhado
da tristeza mais solitária.

Há mais verdades acerca dos Coringas
mas estes as guardam por sob sua loucura
qual vocês temem, da qual dão risada
esta verdade nua e pura
o Coringa descobriu quando com as mãos
agarrou a alvorada
quando o Luar lhe sorriu
quando seus guizos solitários
foram os únicos menestréis da estrada.

Façanha

Os fatos são as vísceras de gado
com que o gótico veste seus feitos
suas façanhas, suas ações
suas superações

Fez-se grito descomunal
foi-se partindo de vez, corações
face ao presente nublado
firmo que agora, de tão tarde
tenhamos que valorizar o que há de valor no bárbaro.

Sim, admito que talvez já seja este o momento
donde a força vale mais que a superstição
a ciência se nega a contradição
Humanidade, nossa superação
dependerá de encararmos e vestirmos os fatos

nossos trajes contemporâneos mais barbáricos.
seria além do caso de ser rude
voltar a ser um tanto silvestre
ações mais humildes de maior simplicidade
para que as superações não destruam a cidade.

.:G.:C 14:41 - 14/11/2011 - - pelo IMPEACHMENT de Geraldo Alckmin!

Tempo das Palavras

As palavras, as coisas,
os significados, voces.
Enxame de cheiros, cardume de chances.
Desbravando o encoberto, descobrindo bravamente.
Nao que me faca lembrar de quando
eram somente vinte anos, suficientemente vinte anos
sobrecarregadamente, vinte anos;
Eu vejo, eu vi
Eu vim para o tempo das palavras
Onde o quando replica imagens
de um agora, ainda futuro,
a espera de reviver...
Em essencia temos o poder --
e o dever -- de estarmos prontos,
sempre! Para renascer.

Paraíso Conquistado

o Amor é a máxima equação
que não usa números nem sinalização
é a regra clara, do Todo a imensidão
convence, sem persuasão
é gigante, enorme, então
é o que faz-te Todos, uma só canção
é o que une Tudo, numa só versão
é eu e você, irmão
é o caminho, o toque da grande Mão
minúsculos mas muitos, são
plural e singular serão
do inho ao ão, Hão
tal complexo que simples, o Amor.
Tal fácil, que difícil, eis a Humana dor.

SOB O TAPETE

------------------
SOB O TAPETE
------------------
Tecer o que poderia ter sido
algo que ainda não tenham tentado
que seja novo, diferente
ignorar o espectro e o pó
das rosas mal-resolvidas
de nossos pais, nossos avós
Será preciso encarar a responsa
além de arcar com o que nos foi legado
não urge o resgate do passado
insta a remissão do futuro
será preciso olhar para frente
face-a-face com o problema presente
bem debaixo de nossos narizes
e que não cabe mais sob o tapete

por Gustavo Loureiro Conte

Meet the meat

A carne mais barata do mercado
é a carne negra.
mas é um barato ser "a carne mais"
e do mercado
ser o negro.
nesse mercado de desassossego
o negro carrega na pele e nos cabelo
um realejo puro, sem preço
a melodia de criar o mundo
de ser de Deus a primeira nota de um acorde terço.

DEUS SALVE MEU POVO!
AMÉN

Meet the meat

A carne mais barata do mercado
é a carne negra.
mas é um barato ser "a carne mais"
e do mercado
ser o negro.
nesse mercado de desassossego
o negro carrega na pele e nos cabelo
um realejo puro, sem preço
a melodia de criar o mundo
de ser de Deus a primeira nota de um acorde terço.

DEUS SALVE MEU POVO!
AMÉN

A M O A M O A M O

A diferença entre a guerra e a luta

A diferença
entre quem que vai à guerra
e aqueles que vão à luta
é que um berra com a automática
o outro labuta,
como gente,
quase como máquina

A diferença
entre o homem que guerreia
e o homem que luta
é que a guerra dele injusta
termina quando disserem aqueles
contra quais peleja o de alma justa

ambos de alma bruta
mas a guerra do soldado
começa & termina

a guerra do guerreiro
persiste todavida

Ae, nesse mundo
puteiro imundo
(vai vendo)
não tô também tão pego
pra virar cafetão
muito menos o guerreiro
será fisgado pela ilusão
de vender-se, de trair-se...

Galopo à pêlo pra laçar
o que de bom ainda existe

laçar não com a corda que maltrata

lutar, não com um tresoitão ou espada

Mas corrente, como a corrente do samba
como a união de Ogum com todos os bamba

Já vi, já vi que esse mundo,
imundo eu desnudo
aponto pra maldade, a arma do calibre mais justo
ela treme, nem que só por um segundo
é o espelho refletindo seu desejo profundo
seu desejo de não-ser, sua insatisfação

O canalha o pilantra renegou a ser irmão
caiu, caiu na ilusão
sempre, sempre rola traição
eu entendo a maldade como quem não se entende
ou não quer se entender
minha mão posso até estender

mas não me peça pra ir a guerra,
já que lutar é meu dever
isso aqui é uma guerra só
meu exército é de homens, mulheres,
morridos, matados, mortos sem dó
meu exército é de crianças
meu exército sou eu mesmo
mas não me peça pra ir a guerra,
esse teatro de sofrimento.

NOSSO SOFRIMENTO é REAL
é FATAL e é perene

Aqueles que lutam me entendem.

Raw, saquei

As mulheres
tão gigantes
ao carregar o fardo
em teus semblantes
de sede
de sedes interessantes
minhas doces, cativantes
minhas louças, em estantes
infantes, infantes
todos ao vosso redor
quem seríamos sem a Mamma mia,
a filha da puta,
a neta de todas é a bohêmia.

Amén. à mia.

Saquei diferenciar dor
de desdẽm.

a TI, cafetina puta que faz
na minha alma
que se vende ao Deus dos deuses
e ao prĩncipie das trevas
como uma vagabunda intinerante

Amén, e mia, vê se mia, minha mia.

Cris, o poeta só recita

O que ensina a vida
diversas vezes aos vivos
diversos vivos por vidas
versos velhos com suas novas rimas.

Vinde à verdade de Cristina
e verás que ao ser
voltarás a crer nas cores das tintas
que tingem os sons
daquilo, amigo, que esqueceste
quando abraçaste tua vinda;

Cris tropeça no aprendizado
eterno pero aterrissa certeira
na melhor da boa sina.

Já o poeta,
só a recita!

Tua Foto do Facebook

http://t4c.ventania.blog.br/foto-facebook.mp3

Não conheci... não conheci Carol tão bem
B F# (Riff 1)
e me lembrou que eu não sei quem sou
B E
Oh, no Bebo Sim, whooo
E
No Bebo Sim, um bar interessante
B F# (Riff 1)
lá tem axé, Jamiroquai e Rock and Roll

B G#m F#
Vocês, todas vocês, reencontrar
E F#
Nunca mais vi, em lugar nenhum
B E (Riff 2)
Oh, se for rolar
F# (Riff 1)
Gostaria de mandar um rum
B E (Riff2) F# (Riff 1)
Oh, Ai, que saudade, deste dia que foi só um, ai ai ai

B
Num Tô numa nice, whooo
E
vou ao Bebo Sim e só chove
B F# (Riff 1)
E fiz uns brother sem zóio azuuu-ul
B
é meio estranho
E
verdes talvez sejam os teus
B F# (Riff 1)
ou si pá uns claro-castanho, very cool

B G#m F#
Eu não, eu não lembro não, recordá-los
E F#
Para mim, não lhe faz jus
B E (Riff 2)
Oh, se for rolar
F# (Riff 1)
gostaria por um segundo só
B E (Riff2) F# (Riff 1)
Oh, poder mirar, tua íris que não sei é azul
B E (Riff2) F# (Riff 1)
Oh, não vô acreditar, na TUA FOTO DO FACEBOOK
B E (Riff2) F# (Riff 1)

Eu pergunto, por quê MAr & Ana?

Eu pergunto, por quê MAr & Ana?

------

Iemanjá perguntou a Netuno
pergunta simples,
quase besta;

Não perguntou por quê a água é moiada,
pois ambos fazem d`água a alvorada;
Não perguntou se fizesse Sol, de noite -- como seria ?
Nem se preocupou se um dia -- para os poetas
o Sol nascesse quadrado. . .

Quis apenas saber: quando por vez feito DOCE,
desaguaria o Mar, todo salgado ?

Netuno e a SAnta juntos responderam,
tal qual meus verso cantam:

A resposta foi o nascimento
desta moça Mariana.

Assim como toda boa resposta,
também é pergunta --
Deram-lhe a vida,
com par de claras íris castanhas!

Nomearam esta nobre tida aqui justa
junto ao nome Mariana.

Não é nenhuma exceção

O trampo que a Dé
reluz
é firme, firme como dura
seria a bala d'alcaçuz

Faz juz,
compará-las enquanto rígidas
mas do sabor de ambas que desconheço
apenas por uma, ao verso,
justifica.. girar o realejo!

Dé, doce -- doce pero não desarmada
munida, munida
mas nunca desalmada.

Bonita, bonita!
Mesmo nada emperiquitada.
Sua ternura resguarda,
junto de seus guardião,
aquilo que Débora trabaia
direito para nossa
emancipação...

Creio que é do lado esquerdo
mesmo
donde fica seu coração
portanto
não seria nenhuma exceção;

Lembrar-se de Ser

É justo que agora
as páginas, as palavras ansiando
por oceano de Ser!

Que versos doravante
como as asas de um pássaro
decolem à caminho de verter...

Como se os dias nublados
as noites escuras
as tardes vazias
mergulhassem de significado
e o poeta passa a Lembrar-se de SER.

A gratidão, por um puro sentimento compartilhado
A imensidão, deste mesmo céu compartilhado
Alasão, tanto que pássaro
Eu vejo melhor assim o passado
eu aceito o que me foi legado
eu abraço tudo que foi reservado
não temo, acima de tudo, não me desagrado

Agradeço, agradeço pois o nexo do iluminado
está justamente na escuridão que contrasta
também a Ser, puramente, e Estar
um-a-um -- lado-a-lado.

Pelo Mal, pelo Bem, vi que tudo é Bom.
Muito obrigado.

dedicada a Ana Kawabe

Verdade toda dourada

Desde o arco
à flecha
das guerreiras
africanas
inté as amazonas
meio insanas;

Minha querida Laura,
tão áurea que tanta
tanta força em seu rugido
que é só um gemido
porém de menina, moça, mulher
santa, que de tão santa
é bem malandra
e sendo leoa, a todos encanta;

Nem pela juba,
nem pela conquista da rua,
lá vazia, seca, lá cheia ou crua
nem preciso vê-la nua
nem pelo mar em seus olhos claros
ou dos seios que de tão belos, sórdidos
ah, a amo, eu amo é óbvio
e se sofresse
sofreria insólito

Laura, incluso aí a aura
todo esse amarelo,
põe a manhã na sua palma
põe tudo no devido lugar
já que o oceano de tua íris
também justifica o nascer do luar.

Não tenho medo de dizer que te amo

Ah moça,
pois é:

EU TE AMO

não tenho palavras
nem tenho postura

ME ENSINA.

Limiar da Luminância

Quem sabe
que o Sol
pode viver
perto da Lua
é o próprio peão!

Aquele que não vai pedir
que se explique
cerca de ti, Sra. Eclipse
ó guria única
de gana lúdica
sendo fera humilde
sendo rústica princesa.

Não é, não, pura
pois vai além da cousa alguma
supera a própria bela formosura
pra ganhar só cantiga seresteira.

Vai como fosse a melhor da mistura
e deslumbra, me deslumbra minha amiga...
...é simples mas composta & combina:
desde o luar do sertão
ao raio de Sol
rompendo na face do marinheiro
que alucina, reflete nos óio cansado
essa todo irradiante;
que na real elucida
pro poeta,
farto da falta
de palavra certeira
canta esta mera ode
pra moça-mulher-menina
de primeira-linha
quero sempre tecer Sabrina
imitar o reflexo de sua luz linda
cuja claridade de trovão amena
é um alto lampião, empreitada verdadeira;

mareia, pois é sereia, e clareia
pois é rojão. Assusta, enquanto tufão:
orgulha, orgulha poder mirar
só um pouco dentro deste nobre coração.

Pois tu já plantas o dia

Sabe, Sabrina;

que quando você menina,
toda certa sua sina.

Se moça, e não sinhá --
falsidade haveria;

Se senhora, rebola,
repete a forma
da nova e velha orla,
d'uma praia oculta
mas muito bem conhecida

Sabrina seja sempre
aquela que aprende
com o que de repente
a trilha nos ensina

VIVA, REVIVA

e Sabrina, olha, colhe,
colhe porque tu já plantas o dia.

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